O CASO DO JOVEM TIAGO DESAPARECIDO NA SERRA DA ARRÁBIDA

 

Foi no dia 23 de Julho de 1988, quando o jovem Tiago João Alcobia Francisco, de 19 anos de idade, saiu de casa no Monte da Caparica na sua bicicleta para ir explorar mais uma gruta das muitas que já tinha explorado na Serra da Arrábida e prometeu à mãe que ligaria ao final do dia, caso não conseguisse regressar antes de anoitecer. Porém, o dia passou e João Tiago não ligou à mãe, não tendo aparecido também nessa noite em casa.

No dia seguinte, nada sabendo do filho os pais alertaram as autoridades e foi montada uma das maiores operações de busca e salvamento na Serra da Arrábida que envolveu militares da GNR, bombeiros, escuteiros, grupos de espeleólogos, guardas do Parque Natural da Arrábida, populares, a Cruz Vermelha Portuguesa, inclusive fuzileiros com lanchas da Marinha e helicópteros da Força Aérea. 

Vasculharam toda a serra da Arrábida a pente fino, são só todas as grutas conhecidas como as zonas rochosas junto ao mar e lugares mais reconditos no meio da vegetação, mas não encontraram  nenhum vestígio do jovem Tiago. Anos depois (em 1993) quando apareceram umas ossadas numa gruta pensaram que pertenceriam ao seu cadáver, mas o resultado das análises do Instituto de Medicina Legal revelaram que pertenciam a um homem de cerca de 60 anos.

Na altura ainda chegaram a encontrar a biclicleta e uma chave de fenda junto da mesma, mas nada mais se soube até hoje do jovem escuteiro do grupo de Almada que conhecia bem a Serra da Arrábida. "Ele era muito experiente na exploração de grutas”, dizia o pai nas entrevistas que dava sobre o desaparecimento de seu filho.

Na época foram contadas várias histórias do que realmente teria acontecido, desde fuga para França para escapar ao serviço militar até outras de que estaria  no fundo de um poço onde não conseguiu sair e o corpo teria ficado coberto pela vegetação, entre outras. Porém a mais curiosa era a de que ele tinha regularmente um encontro com um ser estranho na Serra da Arrábida de quem se tornou amigo e terá desaparecido com ele para uma das cidades subterrâneas que existem no Interior da Terra. Talvez seja por isso que os pais de João Tiago dizem que “algo nos diz que ele ainda está vivo”, vários meses ou anos depois do filho ter desaparecido.

Rui M. Palmela

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